A Codependência Química
Imagem de Gerd Altmann por pixabay.com

“Nunca me droguei por falta de amor ou carinho, drogava-me para encontrar tudo que já tinha e não percebia.” Enéas Leite

Provavelmente a expressão dependência química seja familiar a você. No entanto, o conceito codependente pode ser desconhecido por muitas pessoas. Neste artigo veremos o que significa este termo e indicarei alguns passos úteis e necessários aos que estão nesta condição. Será que você é codependente? Vamos ver?

O que é

Codependente é a pessoa que está envolvida, através de laços familiares, emocionais ou afetivos com uma pessoa em situação de dependência química.

As dores do codependente são ocasionadas pelo fato de ver a pessoa que ama, ou por quem tem interesse e afeto, com comportamentos autodestrutivos, ou disfuncionais.

A epidemia da dependência química é crescente e atende a interesses grandiosos da indústria e do comércio – legal ou ilegal – de produtos que causam dependência química ou psicológica.

Dependência: difícil tratamento

Igualmente, a experiência tem demonstrado que tratar um dependente químico, com o fim de suspender o uso da substância viciante é um trabalho difícil, longo repleto de insucessos e sem garantia de cura.

Não há remédios para a cura da dependência química. Não existem tratamentos eficientes. Somos reféns desse fenômeno. A ciência não tem, até o momento, uma resposta eficiente para o tratamento das adicções a substâncias químicas.

Sofrimento

Além dos problemas de saúde, é grande o sofrimento do usuário, quando deseja e não consegue sair da dependência. Também é grande o sofrimento dos familiares ou responsáveis pelo dependente: pais, familiares, amigos, professores e outras pessoas significativas na vida do doente.

A dependência química é uma doença que atinge o usuário de uma forma direta. As pessoas mais próximas, principalmente pais e familiares, ficam tão envolvidos com as questões relacionadas à dependência, que desenvolvem, de forma indireta, a doença da codependência.

A codependência não é propriamente uma doença. Contudo, dá causa a doenças emocionais ou orgânicas, decorrentes do estresse provocado pelas diversas situações causadas pelo dependente: deste os riscos à saúde e à vida, até a degradação moral progressiva que a família vai observando.

As dores do codependente

As principais dores do codependente são: preocupação, não saber e não entender o que está acontecendo com o dependente, ver a sua degradação física e moral, ser enganado e manipulado, ser chantageado, ser envolvido em argumentos que envolvem risco de  morte do tipo: “se eu não pagar minha dívida vão me matar”.

Imagine a situação de um casal que sonhou ter um filho ou filha. Dedicou a essa criança todo amor e a cobriu de cuidados. Já teve naquele tenro ser as suas maiores alegrias. Imagine agora, o pai, mãe ou outro familiar, vê-la aos doze ou treze anos, iniciando o caminho da toxicodependência.

Aquela criança, cuidada com zelo, que estava sempre bem vestidinha, cheirosa e sorridente, que amava e convivia bem com os pais, agora… quanta transformação!

Degradação moral

À medida em que se vai aprofundando na dependência, todos os hábitos vão se degradando. A prioridade passa a ser atender às demandas do corpo e das emoções, que anseiam obstinadamente pela substância viciante. Tudo o mais, tudo mesmo, fica em segundo plano.

Entre comprar um sabonete para tomar um banho e adquirir a sua droga, a escolha é pela droga. Entre manter o amor e a confiança da família e conseguir recursos para obter as drogas, ou pagar as dívidas já assumidas, a prioridade é a droga. Em graus mais avançados de dependência, a droga passa a ser o único objetivo, a única necessidade.

Por essas razões, o dependente passa a roubar, até mesmo em casa, dinheiro ou objetos que possam ser transformados em dinheiro ou em drogas. Deixa de cuidar da aparência e da higiene pessoal. Atividades como escola ou esportes são abandonadas. Se é adulto e trabalha, passa a ter problemas de desempenho ou de faltas ao trabalho, resultando em demissão ou ostracismo profissional.

As interrogações dos pais e responsáveis

Os pais se perguntam: aquela ou aquele adolescente esculachado, reprovado na escola, que não tem interesse nas atividades familiares, que nem se alimenta direito, que está emagrecendo ou ficando com uma aparência desagradável é realmente a minha filha ou filho?

Não sabem mais por onde anda o seu dependente. Com quem ele está se relacionando? A que horas voltará. Voltará? Quando volta, não raras vezes está abatido e cansado, só deseja dormir. Mal cumprimenta os pais.

O que meu filho está usando? Não faz muita diferença. Droga é droga. Depressora, estimulante ou alucinógena: todas fazem estragos, todas viciam, de todas é difícil livrar-se.

Tome providências

Se você é codependente, tome duas providências imediatas: cuide do seu dependente e cuide de você. Preste atenção no conjuntivo “e”. “E cuide de você”.

Pode acontecer de o seu dependente recusar todo tipo de ajuda. Neste caso esqueça temporariamente o “e”. “Cuide de você”.

Para iniciar uma jornada de acompanhamento e ajuda a um dependente químico, o codependente precisa de cuidados e de orientação. Precisa aprender a lidar com o dependente e os seus “artifícios”. Precisa cuidar das doenças psicológicas, físicas e psicossomáticas ocasionadas pelo estresse do convívio com uma pessoa amada que está em dependência química.

A ajuda e os cuidados ao codependente precisam vir de fora. Peça socorro, busque a ajuda de que precisa. Há profissionais e grupos especializados neste campo. Utilize a experiência já acumulada pelos profissionais e familiares que já viveram ou vivem e trabalham com a dependência e a codependência.

Em nome da brevidade do texto, deixarei para o próximo artigo as indicações de onde e como procurar a ajuda necessária.

José Hamilton Ferreira

Psicólogo José Ferreira  CRP SP 36505-8

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